Fazendo a diferença

Há pouco tempo conheci o trabalho da Erika que tenta fazer a diferença e ajudar animais de rua. Ela faz parte de um grupo de pessoas que resgata gatinhos abandonados, cuida deles conforme necessário, castra e ajuda esses animais a encontrarem lares onde possam ser felizes.

Não é um trabalho fácil, principalmente por todos os gastos, então decidi fazer esse post para ajudar na divulgação do trabalho voluntário da Erika e que tantas outras pessoas fazem por aí e que constantemente precisa de doações de todas as formas.

Mas ninguem melhor do que ela mesma para contar como começou essa história e quais os detalhes.

Sou uma pessoa que tem 9 gatos. Um resumo da historinha: aos 27 com a morte de um gatinho de dois meses que adotei em uma casa de ração (estava com muitos vermes e não resistiu) adotei um casal de siameses, o Chorao e a Bambina, que hoje estão com 12 anos. Nesta época conheci meu marido, que já tinha uns 6 gatos na época. Com o nosso noivado  meses um ano depois compramos um maine coon, o Ozzy.

Nesta época eu já gostava de animais, alias minha família sempre gostou, mas não era engajada na proteção animal. Quando nos mudamos para São Caetano trouxemos a Bambina e o Ozzy. O Chorao ficou com a avó para fazer companhia. O Ozzy faleceu aos 3 anos de trombose e problema cardíaco, e nesta época a Bambina sentiu muito a ausência do Ozzy. Paralelamente no Orkut eu já ajudava algumas pessoas que resgatavam animais sendo madrinha, comprando rifas e até ajudando uma amiga por email a ajudar um cão resgatado de maus-tratos, onde até a policia teve que intervir.

Com o falecimento do Ozzy vieram o Gandalf, a Rabinha (falecida), a Cocuca , Maria Betania (Bébé, falecida), lar temporario para a Lola e finalmente o meu primeiro resgate, uma família formada por 4 membros: Méo, Johnny, Cherry e Popó.

A intenção era deixa-los crescer até os 3 meses e doa-los castrados e vacinados. Mas como ter coragem de doar gatinhos que você resgatou com 4 dias de nascidos?? Impossivel. Adotamos todos, inclusive a mãe!

Esse resgate foi o ponto crucial do meu envolvimento com os gatos da Helena, a pessoa que me inspirou a formar o EUAJUDOUM GATINHO!. Uma coisa é você falar com a pessoa e saber que ela resgata filhotinhos de cemitério e favela, que  bonitinho, mas outro é você ter contato com a realidade que é presenciar o abandono, o descaso e as mortes que estes bichinhos são acometidos.

Foi a primeira vez que eu ia ao cemitério e não esperava vir de lá com uma família de resgastados.  Bateu o desespero, porque eu já tinha meus 5 gatos! Agora imagina fazendo isso a uns 20 anos, e praticamente sozinha, sem ajuda financeira, vendo gatos nascerem, morrerem, estrupiados, esfolados, gordinhos…

Neste ano de 2011 me esforcei em doar os gatinhos do cemitério, mas acabei envolvida no mundo da proteção que vai muito alem do que possamos imaginar. Fui e sou madrinha de alguns cães, resgatei um cachorrinho, ajudei amigas financeiramente e moralmente, me empenhei em tantas causas que esqueci os gatinhos da Helena. Agora em outubro conseguindo terminar alguns compromissos, estou voltada exclusivamente aos gatos, minha grande paixão.  E o principal, aos gatos da Helena.

A partir de 2012 espero conseguir montar uma estrutura fixa e com membros ativos o EUAJUDOUMGATINHO, com o objetivo de não deixar faltar remédios para os gatinhos novos e habituais da casa da Helena; reserva de emergência para consultas veterinárias e procedimentos que se façam necessários; conseguir madrinhas e padrinhos fixos para os gatinhos que se tornaram adultos e não foram adotados. Estes comem, bebem, adoecem e geram gastos. Não é possível uma pessoa sozinha arcar com quase mil reais por mês de gastos. E finalmente e  o que eu gosto mais, arranjar bons lares para esses gatinhos.

Logico que há muitos percalços. As maiores dificuldades são na hora de conseguir recursos para comprar ração para os gatos do cemitério e  os resgatados (não só gatos mas os cães que habitam o cemitério);  apoio para encontrar novos donos (sozinha não dou conta das tarefas de casa e colocar anuncio em sites e blogs); pessoas dispostas a se dedicar a fazer a divulgação de doação; chorar cada vez que perdemos um animal e nos sentimos incapacitadas de prover o que eles precisam, e tantas outras coisas…

E por fim, esse é o principal objetivo, os gatos, mas lógico que ajudo muito mais pessoas que na bondade resgatam e cuidam de gatos encontrados nas ruas, retirados de maus-tratos e por aí vai. Um exemplo? Neste momento estou com 6 pedidos de ajudas variadas de pessoas que encontraram gatinhos. Fora os da Helena, cerca e 13 gatinhos precisando de ajuda!

Então é isso. Sou uma pessoa que gosta de pessoas que gostam de gatos. E de cachorros. Com uma intenção de não salvar todos os gatinhos que apareçam na minha frente, mas dar apoio a pessoas que fazem o que eu não tenho condições de fazer: um trabalho que deveria ser feito por órgãos competentes.  Que as pessoas responsáveis deveriam fazer, manter seus animais em casa a salvos, castrados, e não abandonados. Um trabalho de formiguinha, contando encontrar mais formiguinhas e fazer a diferença na vida de um punhado de gatinhos!!

Eu estou no facebook com a extensão /erikamonteiromourao, ou erikamonteiro@yahoo.com

Se alguém se identificar com esse trabalho de formiguinha, junte-se ao formigueiro do bem!!

Deu para perceber que nao é facil né?

Como ela mesmo diz, qualquer ajuda é bem-vinda, até mesmo de divulgação. Se você não pode ajudar com ração, remedios ou consultas veterinarias você pode ajudar passando essa mensagem para frente.

Clique nas imagens abaixo para ver algumas fotos de resgates e de animais para adoção! Lembrando que a Erika fica na região da Grande São Paulo.